A História
A reciclagem sempre fez parte da história da Valgroup. No início dos anos 2000, porém, essa atuação ganhou uma nova dimensão e passou a ser estruturada como um negócio, dando origem à unidade de Reciclagem de PET em Xerém, no Rio de Janeiro.
Naquele momento, o uso de PET reciclado começava a avançar na Europa, inclusive em aplicações mais exigentes. Para a Valgroup, esse movimento representava duas grandes oportunidades: reforçar seu compromisso com a sustentabilidade e desenvolver uma alternativa de matéria-prima capaz de competir com a resina virgem.
Transformar essa visão em um negócio viável, no entanto, exigiu superar importantes barreiras.
INVESTIMENTO
EM TECNOLOGIA
Uma das primeiras foi regulatória. Na época, o Brasil ainda não permitia a utilização de PET reciclado em embalagens destinadas ao contato com alimentos. Isso significava investir no desenvolvimento de uma solução que ainda não poderia ser utilizada em um dos seus principais mercados potenciais.
Foram cerca de oito anos de desenvolvimento, testes e validações até que essa barreira fosse superada. Ao final desse processo, a Valgroup tornou-se a primeira empresa no Brasil a conquistar a aprovação para utilização de PET reciclado em aplicações para contato com alimentos, abrindo novas possibilidades para toda a cadeia.
Enquanto essa aprovação não chegava, foi necessário desenvolver outros mercados para viabilizar a operação. O rPET passou a ser direcionado para aplicações não alimentícias, como embalagens para produtos de limpeza e saneantes, criando alternativas para o crescimento do negócio durante seus primeiros anos.
Expansão
Geográfica
Paralelamente à evolução regulatória, a tecnologia também avançava. A Valgroup investiu em novas linhas, ampliou sua capacidade produtiva e desenvolveu conhecimento próprio em diferentes etapas do processo.
Um dos marcos dessa evolução foi a decisão de produzir internamente o próprio flake de PET, aumentando significativamente o controle sobre a matéria-prima e a qualidade do produto final. Melhorias nos sistemas de separação de materiais, filtragem e processamento também contribuíram para elevar continuamente a performance da resina reciclada.
Com o avanço da tecnologia, mudou também a forma como o mercado passou a utilizar o rPET.
Operações
distribuídas
Nos primeiros anos, as limitações de qualidade faziam com que os clientes incorporassem apenas pequenas porcentagens de material reciclado às suas embalagens. A evolução dos processos permitiu aumentar gradualmente essa participação até tornar possível, de acordo com a necessidade de cada aplicação, trabalhar com níveis de até 100% de material reciclado e performance similar à da resina virgem.
Esse desenvolvimento transformou a função do material reciclado dentro da cadeia. O rPET passou a representar uma solução capaz de combinar desempenho, circularidade e competitividade.
Ao mesmo tempo, a operação ganhou escala. Além da unidade no Rio de Janeiro, a Valgroup expandiu sua atuação para Pernambuco e também para o mercado internacional, com operações na Espanha e no México.
A própria percepção do mercado sobre o material reciclado também se transformou ao longo dessa trajetória. Grandes marcas globais passaram a reconhecer cada vez mais o valor da sustentabilidade e a incorporar o rPET às suas estratégias, criando novas oportunidades para soluções recicladas.
OLHANDO PARA
O FUTURO
Essa evolução reforça um princípio presente desde a criação da unidade: para gerar impacto em escala, a reciclagem precisa unir sustentabilidade, qualidade e competitividade.
Olhando para o futuro, o desafio é continuar essa evolução: ampliar a escala, aprimorar processos e manter o rPET como uma solução viável, competitiva e cada vez mais relevante para o futuro das embalagens e para a construção de uma economia mais circular.
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